02/02/2012

Dicas para encher o carrinho sem culpa.

1) Nunca vá às compras com fome — Essa é a recomendação básica. Quem vai ao mercado com apetite de jiboia certamente acaba comprando mais do que precisa e deixa se seduzir muito mais facilmente por alimentos pouco nutritivos.

2) Antes de ir, faça uma lista — Anote apenas o que realmente necessita. Planeje o cardápio com ingredientes e quantidades para facilitar o momento da compra. Caso contrário, você corre o risco de chegar em casa e perceber que faltam produtos essenciais e que ainda trouxe muita coisa por impulso. Além de encher a geladeira de besteiras, a conta pode sair bem mais cara.

3) Comece pelo setor de hortifruti — Encha o carrinho com frutas, verduras e legumes, que são os mais nutritivos. Assim não vai sobrar tanto espaço para os outros itens que geralmente são mais engordativos.

4) Olho vivo nas informações dos rótulos — Hoje o Ministério da Saúde obriga todos os fabricantes a exibir os dados nutricionais na embalagem dos alimentos. Procure dar preferência a produtos com baixo %VD para gorduras saturadas, gorduras trans e sódio; e a produtos com alto %VD para as fibras alimentares.

5) Evite o corredor dos doces, guloseimas e salgadinhos — Se uma das táticas é encher o carrinho com vegetais, a outra é nem olhar para chocolates e companhia. Fuja, portanto, dessas avenidas adocicadas. Isso porque na hora da fome, provavelmente esses inimigos da cintura serão a primeira escolha. Se for inevitável ter um docinho no armário, escolha biscoitos integrais, mas sem recheios, já que eles são ricos em açúcar e gordura.

6) Procure por produtos mais naturais — Em geral, as pessoas optam pelo mais prático, que são as comidas e molhos prontos. Porém, quanto mais processado for o alimento, mais conservantes ele terá, principalmente sódio, e menos fibras, vitaminas e minerais.

7) Não se iluda com as ofertas — Elas acabam fazendo a gente levar muito mais do que realmente precisa e até o que não deve. Principalmente porque nunca se vê "leve duas alfaces e pague uma" ou "leve oito maçãs e pague seis". É a velha história: além de correr o sério risco de ganhar barriga, a conta também vem mais rechonchuda no final.

8) Procure não parar nos pontos de degustação — As porções oferecidas podem até ser pequenas, mas uma aqui e outra ali inflam os pneus. E os produtos que vêm nos palitinhos, em geral, são bem engordativos. Muito cuidado!

9) Prefira os alimentos em água aos em óleo — O atum é um ótimo exemplo. Se comprar conservas no azeite, deixe-as numa peneira em casa para escorrer o excesso, diminuindo, assim, a gordura.

10) Na hora de comprar cereais matinais — Evite os que possuem açúcar refinado na composição. Há opções com mel, açúcar mascavo ou até mesmo não adoçados.

11) Vá de peito de peru em vez de presunto — É mais leve e menos gorduroso.

12) Se o pão estiver na lista, rume direto aos integrais — Com bom teor de fibras, são mais nutritivos, dão maior sensação de saciedade e ainda ajudam no funcionamento do intestino.

13) Priorize as carnes magras e brancas — Elas são mais saudáveis e menos calóricas. Uma ótima opção são peixes como atum, sardinha e salmão, ricos em ômega 3, que fazem bem ao coração.

14) Quanto mais amarelo for o queijo, mais gorduras e calorias ele fonecerá — Portanto, avance nos brancos.

15) Opte por requeijão light, leites e iogurtes desnatados — Esse trio tem menos calorias, mas seu sabor é igual ao das versões tradicionais
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23/01/2012

Conheça um pouco mais sobre o Amaranto

Nome científico: Amaranthus cruentus
Planta originária da região dos Andes, no Peru, pertence à família Amaranthaceae. Apresenta em média 180cm de estatura, folhas grandes e verdes, hipocótilo com coloração rósea e os grãos de coloração bege.
Pouco conhecido no Brasil mas com o intuito de difundir o alimento, vem sendo empregado em preparações frequentemente consumidas pelos brasileiros. É comercializado na forma de flocos naturais, os quais podem ser ingeridos com frutas e iogurtes. Também pode ser utilizado na gastronomia como ingrediente de pães, bolos, doces, sopas, vitaminas e ainda, pode ser consumido como pipoca. Além disso, o grão pode ser consumido cru, processado ou moído (para ser ingerido como suspensão em água ou leite).
Por ser um alimento de alto valor nutritivo, sua farinha tem sido utilizada para enriquecer e fortificar cardápios de população de baixa renda e ainda é ótima alternativa para doentes celíacos, visto que o amaranto é isento de glúten. Outra vantagem da farinha é possuir sabor suave e não comprometer o sabor original das preparações.
O alimento é rico em proteínas e destaca-se por elevado conteúdo de aminoácidos essenciais, além de conter ácidos graxos insaturados, fibras, vitaminas e minerais. Ótima escolha para quem precisa substituir a proteína animal pela vegetal.
O amaranto é caracterizado como alimento funcional, por sua capacidade de redução do níveis de colesterol sanguíneos. Em estudos in vitro e com modelos animais, foi comprovado que a proteína do amaranto é capaz de reduzir o colesterol plasmático, mostrando-se uma ótima opção de cereal já que as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) estão cada vez mais crescentes e têm grande importância em Saúde Pública.
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), a cultivar BRS-Alegria é a primeira variedade de amaranto com recomendação de cultivo no Brasil, visto que a planta se adaptou bem às condições climáticas do cerrado. É uma opção vantajosa financeiramente e é plantada na safrinha ou na entressafra, para recuperação do solo.


Informação Nutricional:

Amaranto em flocosCalorias (kcal)Carboidrato (g)Proteína (g)Lipídio (g)Fibras (g)Sódio (mg)
100g (pacote)373,3364,4413,556,896,660
45g (porção)168296,13,130

12/01/2012

Guia orienta preparo de alimentos - ANVISA


Já está disponível o Documento de Referência para Guias de Boas Práticas Nutricionais, que apresenta modelo para elaboração de guias específicos para preparo de alimentos. O documento contempla as etapas críticas do preparo do alimento a serem controladas sob o ponto de vista nutricional, os ingredientes empregados na formulação, suas funções e a composição nutricional do produto.
O Guia de Boas Práticas Nutricionais poderá ser destinado a um alimento específico ou a um serviço de alimentação. As Boas Práticas (BPN) são medidas que visam orientar os serviços de alimentação (estabelecimento onde o alimento é manipulado, preparado, armazenado e/ou exposto à venda) na preparação de alimentos com menores teores de açúcar, gordura trans, gordura saturada e sódio, contribuindo para uma alimentação mais saudável.
As BPNs surgiram a partir da necessidade de melhoria do perfil nutricional dos alimentos. O sódio, por exemplo, contribui para o aparecimento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), como a pressão alta, doenças cardiovasculares e doenças renais que, atualmente, são um dos principais problemas de saúde pública do Brasil.
De acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a redução do consumo de sal para 5 gramas/dia, diminuiria em 10% a pressão arterial da população brasileira, em 15% os óbitos por acidente vascular cerebral e em 10% nos óbitos por infarto. Com essa redução, 1,5 milhão de brasileiros não precisariam de medicação para hipertensão e a expectativa de vida dos hipertensos seria aumentada em até quatro anos.
“A adoção das BPNs é voluntária e é importante que os serviços de alimentação participem desse processo e, assim, contribuam para uma população brasileira mais saudável”, ressaltou Denise de Oliveira Resende, Gerente-Geral de Alimentos.
Pão francês

O pão francês foi o primeiro alimento a ter um Guia de Boas Práticas Nutricionais. Esse alimento é um dos que mais contribui para a ingestão de sódio pela população, pois é tradicionalmente consumido no café da manhã e, às vezes, no lanche.
Segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada nos anos de 2008 e 2009, a média de consumo diário per capita de pão de sal é de 53g/dia, ou seja, valores próximos a 50g/dia, que é o correspondente a uma unidade de pão francês.
Guia de Boas Práticas Nutricionais para Pão Francês visa orientar os serviços de alimentação, em especial as padarias. O documento incentiva a redução da quantidade de sal utilizada durante o preparo, contribuindo para a oferta de um pão mais saudável à população brasileira.
A meta é reduzir, progressivamente, a quantidade de sódio adicionada ao Pão Francês, até chegar ao total de 10% em 2014. Assim, uma unidade de pão francês (50g) que, em 2011, tem em média 320 mg de sódio, terá 304 mg em 2012 e 289 mg em 2014.
“É importante que a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), a Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), a Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo) e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), que assinaram o Termo de Compromisso para redução de sódio nos alimentos com o Ministério da Saúde, em 13 de dezembro de 2011,  divulguem esse documento, de forma a alcançar  a meta de redução do sódio do pão francês”, lembrou Denise de Oliveira Resende.

05/01/2012

Embrapa desenvolve bebida para quem evita produtos lácteos


Pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira Pesquisa Agropecuária) desenvolveram uma bebida instantânea a partir de café solúvel, extrato de soja e açúcar para pessoas com alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose ou que são vegetarianos.
De acordo com Ilana Felberg, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos e coordenadora da pesquisa que resultou no produto alternativo, foram 18 formulações e nove meses de armazenamento até chegar à bebida instantânea à base de soja, que vem preencher uma lacuna no mercado brasileiro.
"[A bebida] não foi feita especificamente para um grupo, mas atende aqueles que têm algum problema em consumir produtos lácteos", esclareceu.
O produto, no entanto, não é recomendado a diabéticos --a bebida possui açúcar na sua composição. Pessoas com problemas de gastrite ou que tenham insônia também devem evitar a bebida, segundo a pesquisadora.
No estudo, até chegar à bebida à base de soja, verificou-se também se os compostos presentes na soja e no café tinham algum impacto negativo no sabor quando colocados juntos.
A bebida mista contém compostos bioativos, como isoflavonas de soja, que vêm sendo relacionados a benefícios em relação a doenças como câncer, osteoporose e sintomas da menopausa, e também ácidos clorogênicos do café, que apresentam capacidade antioxidante, ou seja, antienvelhecimento.

03/01/2012

Óleo de coco na alimentação


Quando os programas de TV e outros meios de comunicação começaram a focar nos possíveis efeitos advindos do consumo do óleo de coco, deu-se início a um gigante entusiasmo em torno do mesmo, fazendo com que inúmeras pessoas iniciassem imediatamente o seu consumo. Várias reportagens exibidas em diversos meios de comunicação demonstraram efeitos positivos com relação ao consumo do óleo de coco, no entanto, é necessário muito cuidado antes de dar início ao uso deste produto, uma vez que, para determinados indivíduos seu uso pode ser benéfico, enquanto para outros, extremamente prejudicial. 

O óleo de coco pode ser dividido em duas classes: o óleo de coco refinado e o virgem. É importante lembrar que os benefícios estão no óleo de coco virgem. O óleo virgem é obtido a partir de cocos frescos que passaram pelo processo de prensagem e filtração, preservando seus fitoquímicos naturais. Com relação à forma de comercialização, pode ser encontrado líquido ou em cápsulas, no entanto, especialistas afirmam ser necessário mais estudos que comprovem os benefícios do óleo de coco encapsulado.

Segundo especialistas, os principais benefícios obtidos através do consumo do óleo de coco seria diminuição do apetite, favorecimento da perda de peso, elevação do gasto energético, redução dos níveis de colesterol total, LDL, VLDL e triglicerídeos, além de aumento das taxas de HDL (o bom colesterol). Além disso, por ser rico em ácido láurico auxilia no combate a infecções bacterianas e fúngicas e no tratamento da caspa. 

No entanto, nutricionistas apontam alguns efeitos prejudicais ocasionados pelo uso indiscriminado deste produto. Um estilo de vida sedentário associado ao consumo de alimentos inadequados, ocasiona uma série de alterações endócrinas em todo o corpo, fazendo com que ocorra a produção de inflamação no organismo. Segunda opiniões profissionais, uma pessoa que apresenta certo nível de inflamação apresenta dificuldade para perder peso e mesmo para melhorar a sua qualidade de vida. As pessoas que estão muito acima do peso podem ser prejudicadas com o consumo deste óleo, uma vez que, o mesmo, irá promover um aumento da inflamação e da resistência à insulina. Ao se aumentar a resistência insulínica, esse hormônio não desempenhará sua função, que é de transportar o açúcar do sangue para as células do organismo. Além disso, a resistência à insulina está relacionada com o aumento da pressão arterial e com o aumento do risco para doenças cardiovasculares.

Como o óleo de coco pode ser consumido
  • Puro;
  • Em substituição ao óleo de soja ou canola;
  • Misturado aos sucos e vitaminas;
  • Em saladas;
  • Na composição de bolos e doces.
Recomendações para o consumo

Alguns especialistas afirmam que a quantidade ideal para o emagrecimento seja em torno de duas colheres de sopa diariamente. Porém, vale ressaltar que as necessidades nutricionais são específicas para cada indivíduo, sendo assim, o consumo deste produto deverá ser realizado mediante orientação de profissional capacitado (nutricionista) e deverá ainda, estar associado a hábitos de vida saudáveis, como reeducação alimentar e prática de atividade física.


Fonte: www.nutricaoemfoco.com.br

Autor: Kamila Victor
Email: kamilavictor@nutricaoemfoco.com.br